Até Já 2025 (Até que foste Bom)

 

Olha quem voltou para o seu recap anual... 👀
Estava na dúvida se vinha fazer isto mas a verdade é que foi um ano bom e isso deve ficar registado.


Nem tudo foi bom, mas no fim valeu a pena, até as coisas menos boas (não posso dizer que tenham havido coisa más).

Quase que dá para dividir as várias fases do meu ano pelas estações do ano. No início de 2025, durante o inverno, descobri um problema de saúde que ainda ando a tentar controlar e tratar. Não está fácil e tem sido uma enorme despesa, mas tem de ser. Tirando isso, a vida corria normal.

Até chegarmos à primavera.

Foi nessa altura que comecei a sentir que algumas coisas estavam diferentes. Situações aconteceram e acabei por descobrir que uma pessoa que eu queria manter na minha vida como amigo (o meu ex 😑) me tinha mentido, enganado e traído completamente a minha confiança. A minha impulsividade levou-me a situações que podia ter evitado, mas percebi pouco depois que foi a única forma de saber tudo o que eu precisava para conseguir retirar certas pessoas da minha vida, de vez.

Depois disto chegou o verão. E o verão serviu para afastar, cortar laços, apagar fotos e memórias, e permitir-me seguir em frente de uma forma que até ali eu ainda não tinha conseguido. Foi um verão bom e terminou da melhor forma possível… embora não sem antes eu ainda ter feito uma última figura de parva 😅

Imaginem: alguém trai a vossa confiança e amizade e, mesmo assim, vocês ainda enviam uma última mensagem para que, apesar das relações cortadas, não ficasse um sentimento de ódio. E a última resposta que recebem é uma tentativa de ofender a vossa autoestima. Confesso que adorei. Já sabia que aquela pessoa não tinha importância na minha vida, mas ao ler aquela frase só me ri, genuinamente. A pessoa achava mesmo que a sua opinião sobre mim ou sobre o meu corpo ainda importava 😂

Foi aí que tive a certeza absoluta de quanto eu tinha seguido em frente.

A verdade é que eu achei que dificilmente encontraria alguém, ou que alguém se interessaria por mim, mas também não estava minimamente preocupada com isso. Tinha o meu coração para curar. MAs estava enganada, porque do nada apareceram duas pessoas. É apenas flirt, não estou interessada neles mas não deixa de ser uma nova fase minha. Estou entretida a recuperar-me depois de me ter perdido e a descobrir outras versões de mim, porque os 30 têm sido… interessantes.

Há, no entanto, duas coisas que ainda me incomodam e que levo comigo para 2026, embora saiba que por pouco tempo.

A primeira é arrepender-me da minha relação passada. Depois deste ano e de tudo o que descobri, às vezes penso que, se pudesse voltar atrás, não o teria conhecido. Não gosto deste sentimento, até porque não o tinha quando a relação terminou. Mas nos últimos meses ele aparece de vez em quando, quando a mente divaga. Sei que é algo que vai passar com o tempo e, até lá, não é algo que me consuma muita energia.

A segunda é perceber que ele ficou bem, fez o que fez e, no fim, teve o seu final feliz. Isto incomoda-me mais. Não lhe desejo mal, mas também não lhe desejo felicidades. Gostava que tivesse sofrido como eu sofri e não gosto de sentir isto. Sei que, se ele tivesse sido honesto comigo desde o primeiro dia, hoje tudo seria diferente e eu estaria a torcer por ele. Mas para além das mentiras e da traição à minha confiança e amizade, foi incapaz de ser honesto, de reconhecer erros e de pedir desculpa.

O último dia em que o vi percebi o nojo que tenho de pessoas cobardes. Sempre achei que a cobardia dele era calar-se em vez de dar a opinião, mas naquele dia percebi que era mais do que isso. Não gosto de pessoas incapazes de dizer a verdade, de serem honestas sobre o que pensam, sentem ou de assumirem que erraram.

Não contei a ninguém tudo o que aconteceu, apenas o suficiente para algumas pessoas não me voltarem a perguntar por ele e perceberem que nunca mais quero ouvir falar dele. Curiosamente, a mãe dele ligou-me no meu aniversário, algo que achei que não iria acontecer. A verdade é que é só dela que tenho saudades. Gosto muito dela, adorava falar com ela e desejo genuinamente que recupere a nível de saúde e que seja muito feliz.

No outono tive também o meu último dia com 32 anos, passado com o meu pai. Sem dúvida, foi um dos dias que ajudou a mudar o meu chip. Lembro-me de estarmos a regressar a casa e, enquanto olhava pela janela, perceber que está tudo bem. Tudo na minha vida está bem. Tenho a família que me importa, amigos que nos últimos quatro anos foram fundamentais e aos quais dou cada vez mais valor. Ganhei dois sobrinhos que adoro. Sou valorizada no meu trabalho, que tanto gosto, e estou rodeada de pessoas que gostam de mim, apesar do meu feitio refilão.

Hoje só permito na minha vida quem me acrescenta. Quem me stressa não tem lugar por aqui e quem não quer estar eu ajudo a sair.

No final, a verdade é simples: 2025 foi um bom ano. Um ano de lições aprendidas, mudanças interiores, novos hobbies, regresso ao ginásio e muitos dias felizes.

Terminei o ano em paz, mais consciente de quem sou, e pronta para 2026 ♥

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