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A primeira parte de 2026

Já ando para vir aqui há uns dois meses, para partilhar novidades e deixar aqui registado como tem sido este ano.

Mas antes disso nem imaginam quem reapareceu momentaneamente na minha vida no final de janeiro...o ex. 

Não sei que se passou ou passa naquela cabeça, talvez na altura ele estivesse com as ideias trocadas. Mas o meu coração mole dispôs-se a ouvi-lo por achar que ele podia precisar de uma amiga. Realmente ele traz ao de cima um lado meu que mais ninguém vê e que não é bom. Somos tóxicos um para o outro, porque eu gosto de ver as coisas esclarecidas e ele de mentir. E eu já não sei que pessoa ele é, acho que na verdade nunca soube.

Naquele dia fiquei triste por perceber que alguém que significava tudo para mim hoje em dia não significa nada. Mas a minha despedida definitiva tinha começado vários meses antes, comecei a desfazer-me de tudo o que me tinha sido oferecido por ele ou por familiares dele. Precisava de limpar o meu quarto e a minha vida de memórias do passado, portanto doei roupa, acessórios e aproveitei o meu aniversário para substituir as coisas que doei.
Parece que eles sentem quando já são passado porque foi depois disso que ele reapareceu. Mas no dia em que saiu de minha casa a vida seguiu a toda a velocidade e já aconteceu uma vida desde desse dia!!

Em fevereiro decidi começar a procura de por uma casa, tinha de finalmente dar o primeiro passo mesmo que isso demorasse muito tempo e não fazia sentido continuar a adiar até porque não consigo poupar dinheiro ao ritmo que o preço das casas aumentam.

Pelo meio encontrei uma pessoa, com quem namorei brevemente, mas quando ainda estamos a reabrir o nosso coração e já não permitimos certas coisas é mais difícil manter uma relação. E na primeira red flag eu saltei fora porque há comportamentos que eu não posso permitir que se repitam.

Mas a verdade é que ele é um querido, diverti-me com ele, ainda viajámos. Também sei que ele não estava numa fase muito boa da vida dele, a nível familiar, e que isso teve o seu peso.
Eu que não me imaginava a ter alguém este ano da minha vida, acabei por ter e só trouxe coisas positivas à minha vida.

Este ano tem sido muito bom, às vezes até tenho medo de pensar ou dizer isto em voz alta. Mas as coisas positivas têm sido abundantes.

Mas volto em breve para contar sobre a minha aventura no mundo do imobiliário e dos adultos.

Até Já 2025 (Até que foste Bom)

 

Olha quem voltou para o seu recap anual... 👀
Estava na dúvida se vinha fazer isto mas a verdade é que foi um ano bom e isso deve ficar registado.


Nem tudo foi bom, mas no fim valeu a pena, até as coisas menos boas (não posso dizer que tenham havido coisa más).

Quase que dá para dividir as várias fases do meu ano pelas estações do ano. No início de 2025, durante o inverno, descobri um problema de saúde que ainda ando a tentar controlar e tratar. Não está fácil e tem sido uma enorme despesa, mas tem de ser. Tirando isso, a vida corria normal.

Até chegarmos à primavera.

Foi nessa altura que comecei a sentir que algumas coisas estavam diferentes. Situações aconteceram e acabei por descobrir que uma pessoa que eu queria manter na minha vida como amigo (o meu ex 😑) me tinha mentido, enganado e traído completamente a minha confiança. A minha impulsividade levou-me a situações que podia ter evitado, mas percebi pouco depois que foi a única forma de saber tudo o que eu precisava para conseguir retirar certas pessoas da minha vida, de vez.

Depois disto chegou o verão. E o verão serviu para afastar, cortar laços, apagar fotos e memórias, e permitir-me seguir em frente de uma forma que até ali eu ainda não tinha conseguido. Foi um verão bom e terminou da melhor forma possível… embora não sem antes eu ainda ter feito uma última figura de parva 😅

Imaginem: alguém trai a vossa confiança e amizade e, mesmo assim, vocês ainda enviam uma última mensagem para que, apesar das relações cortadas, não ficasse um sentimento de ódio. E a última resposta que recebem é uma tentativa de ofender a vossa autoestima. Confesso que adorei. Já sabia que aquela pessoa não tinha importância na minha vida, mas ao ler aquela frase só me ri, genuinamente. A pessoa achava mesmo que a sua opinião sobre mim ou sobre o meu corpo ainda importava 😂

Foi aí que tive a certeza absoluta de quanto eu tinha seguido em frente.

A verdade é que eu achei que dificilmente encontraria alguém, ou que alguém se interessaria por mim, mas também não estava minimamente preocupada com isso. Tinha o meu coração para curar. MAs estava enganada, porque do nada apareceram duas pessoas. É apenas flirt, não estou interessada neles mas não deixa de ser uma nova fase minha. Estou entretida a recuperar-me depois de me ter perdido e a descobrir outras versões de mim, porque os 30 têm sido… interessantes.

Há, no entanto, duas coisas que ainda me incomodam e que levo comigo para 2026, embora saiba que por pouco tempo.

A primeira é arrepender-me da minha relação passada. Depois deste ano e de tudo o que descobri, às vezes penso que, se pudesse voltar atrás, não o teria conhecido. Não gosto deste sentimento, até porque não o tinha quando a relação terminou. Mas nos últimos meses ele aparece de vez em quando, quando a mente divaga. Sei que é algo que vai passar com o tempo e, até lá, não é algo que me consuma muita energia.

A segunda é perceber que ele ficou bem, fez o que fez e, no fim, teve o seu final feliz. Isto incomoda-me mais. Não lhe desejo mal, mas também não lhe desejo felicidades. Gostava que tivesse sofrido como eu sofri e não gosto de sentir isto. Sei que, se ele tivesse sido honesto comigo desde o primeiro dia, hoje tudo seria diferente e eu estaria a torcer por ele. Mas para além das mentiras e da traição à minha confiança e amizade, foi incapaz de ser honesto, de reconhecer erros e de pedir desculpa.

O último dia em que o vi percebi o nojo que tenho de pessoas cobardes. Sempre achei que a cobardia dele era calar-se em vez de dar a opinião, mas naquele dia percebi que era mais do que isso. Não gosto de pessoas incapazes de dizer a verdade, de serem honestas sobre o que pensam, sentem ou de assumirem que erraram.

Não contei a ninguém tudo o que aconteceu, apenas o suficiente para algumas pessoas não me voltarem a perguntar por ele e perceberem que nunca mais quero ouvir falar dele. Curiosamente, a mãe dele ligou-me no meu aniversário, algo que achei que não iria acontecer. A verdade é que é só dela que tenho saudades. Gosto muito dela, adorava falar com ela e desejo genuinamente que recupere a nível de saúde e que seja muito feliz.

No outono tive também o meu último dia com 32 anos, passado com o meu pai. Sem dúvida, foi um dos dias que ajudou a mudar o meu chip. Lembro-me de estarmos a regressar a casa e, enquanto olhava pela janela, perceber que está tudo bem. Tudo na minha vida está bem. Tenho a família que me importa, amigos que nos últimos quatro anos foram fundamentais e aos quais dou cada vez mais valor. Ganhei dois sobrinhos que adoro. Sou valorizada no meu trabalho, que tanto gosto, e estou rodeada de pessoas que gostam de mim, apesar do meu feitio refilão.

Hoje só permito na minha vida quem me acrescenta. Quem me stressa não tem lugar por aqui e quem não quer estar eu ajudo a sair.

No final, a verdade é simples: 2025 foi um bom ano. Um ano de lições aprendidas, mudanças interiores, novos hobbies, regresso ao ginásio e muitos dias felizes.

Terminei o ano em paz, mais consciente de quem sou, e pronta para 2026 ♥

Três anos depois

 

Adiei durante três anos escrever sobre isto e achei que nesta altura os meus pensamentos e sentimentos estariam organizados mas a verdade é que não estão. Há alturas em que as memórias ainda me invadem e as perguntas que ficaram sem resposta regressam para me atormentar.

Mas nunca falei com ninguém sobre a minha relação, simplesmente partilhei com as minhas pessoas que tinha terminado, que ele já não sentia o mesmo (foi o que ele me disse) vários meses depois e pronto. As únicas pessoas que me fizeram perguntas sobre o fim da relação não eram de todo pessoas a quem fizesse sentido partilhar o que quer que fosse (eram apenas cuscas 😅).  

Lidei sempre sozinha com esta situação, chorei sozinha e acalmei-me sozinha. Embora tenha tido duas pessoas a dar-me a mão silenciosamente, ali presentes na sombra e uma delas conheci poucas semanas depois de tudo ter terminado e ainda ninguém saber do nosso fim.

Ver uma relação terminar na altura em que achamos que em pouco tempo vamos morar juntos é realmente um balde de água fria. Se havia sinais? Houveram dois e lembro-me do segundo perfeitamente mas pareceu apenas um momento de irritação porque nesse dia eu fiquei doente e fui tratada como se ainda fosse amada portanto estes sinais só os consegui perceber depois.

Eu era a que amava mais na relação, tinha essa noção há vários anos e realmente parece que é verdade que quando a mulher ama mais que o homem não corre bem. Porque eu estive naquela relação de corpo e alma, amava-o de uma maneira que espero não voltar a amar. Dei demasiado de mim, adaptei-me sempre a ele, mudei (inconscientemente) a minha personalidade não sei bem porquê mas talvez para ele nunca ter inseguranças. Nunca foi assunto entre nós mas eu fiz por ele o que queria que fosse feito por mim, era a pessoa que queria que ele fosse para mim mesmo que ele nunca tivesse pedido isto ou aquilo de mim.

Começámos como amigos, ele era o meu melhor amigo antes de namorarmos. Contava-lhe coisas que nunca tinha contado a ninguém, confiava nele, tudo o que é normal num melhor amigo. Nunca tinha tido uma amizade assim e agora voltei a não ter nenhuma porque não confio assim nas pessoas. O que conto a amigas são coisas que não teria grandes problemas se outras pessoas soubessem.
Hoje em dia ainda falamos, muito pouco, vamos sabendo algumas coisas da vida um do outro mas sei que se precisasse de desabafar ele não estaria lá para me ouvir. Quem não pergunta como estamos, querendo realmente saber o que se passa, não está disponível para ser ombro amigo.
Já eu chorei quando ele me ligou e avisou que não tinha conseguido terminar o curso que ia levá-lo a concretizar um dos sonhos profissionais dele. Sei que ele quer entrar noutro curso este ano e estou a torcer por ele ao longe. Há uns meses soube da existência de um curso/ departamento da área dele e pensei Ele ia gostar disto. Mal sabia eu que ele algum tempo depois seria convidado e iria aceitar o convite.
Sempre fui a namorada que apoiava em tudo. Queres trabalhar aqui? Vai, vais ser o melhor. Queres estudar para isto? Vais passar sem problemas. Vais mudar a tua alimentação e queres ajuda e apoio no processo? Bora, eu ajudo-te a pesar a comida e levo também as minhas marmitas para todo o lado. Queres competir? Estarei na primeira fila a aplaudir. E se não correr bem? Se não correr bem eu estou aqui, para apoiar e recomeçamos se for necessário.

Honestamente quem dera a muitos de nós ter na nossa vida alguém como eu fui na vida dele. Na verdade ainda sou, mas no meu canto. Estou aqui a torcer para que ele entre no curso que quer.

Nas semanas a seguir ao fim da relação eu percebi que nunca deixaria de o amar e fiz pazes com esse sentimento dentro de mim. Não o amor de paixão, mas o amor de carinho, do que foi a nossa história, do que ele foi para mim, e do carinho que vou ter sempre por ele. E quando a relação terminou tudo o que eu queria ser que fossemos amigos. Pelo menos até encontrarmos outras pessoas. Mas não foi bem isso que recebi, pelo menos não recebi o meu conceito de amizade. E é provavelmente o que me custa mais hoje em dia, é não ter o meu melhor amigo.

Na maioria dos dias em que não me arrependo da nossa relação, e noutros queria que tivéssemos sido apenas amigos assim ainda seriamos amigos hoje em dia e há alturas em que sinto realmente falta do meu amigo. De ter aquele amigo para fazer qualquer coisa, convidar para ir ali, fazer isto ou aquilo, ir dar uma volta só porque sim.

E para além de ter perdido o namorado e o amigo, perdi as pessoas que considerava família. Conviver anos e anos com pessoas que meses depois já praticamente não falam connosco dói. Falo pontualmente com a mãe dele, no meu telemóvel ainda tenho o nome dela como "sogra", nunca fiz questão de trocar. A nossa companhia habitual eram os amigos dele, o que no fim da relação também me deixou ainda mais sozinha até porque eu adorava alguns amigos dele, até porque se ele gostava deles eu também gostava (alguns de forma nenhuma) mas a relação acaba e cada um fica com os seus.

O pai dele faleceu poucos meses antes da nossa relação terminar, e lembro-me dele todos os meses e normalmente ainda choro. E no primeiro ano, ano e meio, depois da morte dele chorava praticamente todas as semanas por me lembrar dele. Perdi a conta a quantidade de vezes que escrevi emails enquanto trabalhava e chorava ao mesmo tempo. Lembro-me de uma das últimas vezes que falei com ele, e provavelmente a última só nós dois, e custa-me saber que o filho o usou como desculpa para começar a fazer uma coisa que ele tanto lamentava ter feito toda a vida.

Isso é outra coisa que me custa a aceitar, que é eu quase não reconhecer a pessoa que o meu ex é hoje. Há coisas que se mantiveram mas outras mudaram e se o conhecesse hoje não namoraria com ele.
A vida segue e as pessoas mudam mas mudar para pior é complicado de aceitar. Ainda para mais quando ouvimos durante anos criticar comportamentos que depois essa pessoa adota. Não sei se é ironia da vida ou hipocrisia. Mas o que eu considero para pior aos meus olhos é um "problema" só meu. Se tenho um mau feeling sobre estes novos comportamentos? Tenho. Tal como tinha um mau feeling sobre a morte do pai dele e acabou por acontecer tal como eu temia. Mas infelizmente nada posso fazer, só torcer para que um dia ele volte ao que era.

Nunca mais ouvi a nossa música, ou melhor ouvi o ano passado num casamento. Num momento em que não me podia levantar e sair da sala. Tentei distrair-me mas a verdade é que custou a lidar. Outras músicas que eram nossas por um motivo ou outro, às vezes consigo ouvir. Mas na maioria dos dias tenho de fazer next no spotify. Assim como datas, é raro esquecer-me que naquele dia aconteceu isto, ou que era o nosso dia. Sou esse tipo de pessoas, que se lembra das datas, das músicas, dos cheiros, de momentos, o que só dificulta tudo.

Sei que dei o meu melhor como namorada, e como amiga mesmo depois de termos terminado. E gostava de ter tido essa amizade retribuída.
Vou ser sempre amiga dele, mesmo sem falarmos, e embora o fim da nossa amizade esteja a acontecer de forma lenta, eu acho que nunca vou ultrapassar. Acho que me vai doer sempre um bocadinho embora eu saiba que faz parte e foi como tinha de ser.

Às vezes ainda me lembro de quatro meses antes de tudo terminar, num dia em que nada tinha de bom, ele me dizer que me amava, lembro-me do momento, da cara dele a olhar para mim e da forma como me senti, senti que seria para sempre (podem rir discretamente). Ou como um mês antes, eu ter estado doente e a forma como ele me tratou me fazer sentir amada.

Fazer uma relação durar 14 anos não é fácil, e fico feliz por termos dado o nosso melhor e por ele ter dito que não sentia o mesmo sem ter outra pessoa (que eu saiba) já em fila para ocupar o meu lugar.
Mas nos dias menos bons custa-me a facilidade com que ele desistiu. E nos dias maus sinto que preferia que tivesse acabado mais cedo porque a nossa relação não deu em nada, foi quase como se tivéssemos desperdiçado década e meia da nossa vida juntos para sairmos "de mãos a abanar".

Agora os nossos planos não existem mais, existem na minha memória. E alguns planos ele irá realizar com outra pessoa, essa pessoa vai ter tudo o que eu queria (supostamente ele também) e não tive (uma casa, um casamentos, filhos, família, viajar, dar-lhe o cão dos sonhos dele). Eu tinha tanta coisa planeada na minha cabeça que era um pouco ridículo mas sonhar faz parte.

Eu espero um dia ter isso tudo com alguém mas a verdade é que hoje com 32 anos e com um círculo de amizades tão pequeno, sinto que dificilmente vou encontrar alguém. A menos que queria dar trela aos que se lembram de mandar mensagens nas redes sociais (não obrigada 😆). Sinto que teria tido mais hipóteses, tanto no amor como na amizade, se tivéssemos terminado mais cedo até porque se ele não me queria nem aos nossos sonhos, para quê adiar? 

Saí da relação com várias inseguranças, e hoje sei que há coisas não negociáveis numa próxima relação, coisas que eu não irei ignorar ou desculpar. Mas espero que haja alguém para mim, que apareça quando os meus cacos não magoarem ninguém.

O que se passa na minha cabeça é muito confuso. Há dias bons, há dias menos bons. Há sentimentos que estão arrumados outros nem tanto.
Já não o amo, mas adoro quem era o meu melhor amigo. Não o quero como namorado, mas queria o meu amigo e todas as coisas que fazíamos como amigos. Passaram três anos mas não parece, se calhar porque nunca tivemos mais de três semanas sem falar, mesmo que fosse uma conversa básica.

Não partilhei tudo o que penso e sinto mas isto foi o que fui capaz de exteriorizar. O resto fica comigo. Mas espero que escrever e lançar todos os meus sentimentos, dúvidas e questões para o universo me permita acalmar a mente, continuar a seguir em frente mesmo que sejam baby steps.

E apesar de cada dia os sentimentos variarem, no fundo foram 14 anos felizes. Fico grata pelas memórias felizes que fizemos juntos e por tudo o que vivemos. Foi bom 😊

 

P.s: Isto foi escrito sem lógica, apenas despejei os meus sentimentos, na esperança de acalmar e arrumar certas coisas dentro da minha cabeça. Se não fizer sentido é normal, faz parte do 'processo'.

2022 Recap

 

Como foi 2022?

Foi triste e difícil.

O ano começou com expectativas muito felizes e sonhos a acompanhar. Mas rapidamente deu uma volta e tudo mudou.
Os planos mudaram, a vida mudou, o dia a dia mudou e várias pessoas saíram da minha vida como consequência.

Este ano foi o ano que estive quase sempre triste, a verdade é essa. Podia estar a ter um dia muito feliz mas quando tudo acalmava ou os meus pensamentos vagueavam a tristeza voltava.
E sei que é uma tristeza que me vai acompanhar mais algum tempo mas faz parte do processo.

Quem me segue no instagram sabe que esta volta foi o fim da minha relação, mas em breve numa publicação diferente eu partilho melhor. 

E o que levo de positivo deste ano?

No meio disto, percebi que sou boa pessoa. Eu sempre tentei ser boa amiga, estar lá para as minhas pessoas, torcer por elas, fico feliz pelas suas vitórias e choro com elas nas suas derrotas. E este ano fiz isso até para as que me falharam, as que eu devia ter tratado como me trataram. Mas não sou como elas, e aí percebi como sou e fiquei bastante orgulhosa de mim.
Também percebi quem não tinha lugar na minha vida e disse-lhes adeus.

Também passei muito mais tempo no escritório e com isso aproximei-me dos meus colegas e em muitos dias foi a companhia deles que alegrou os meus dias. Aceitei convites inesperados na empresa, fiquei depois do trabalho na empresa a conviver, obriguei-me a sair e fui a vários jantares da empresa, diverti-me e dancei (não sem ser assaltada por pensamentos tristes infelizmente). Dei o meu melhor para viver e ser feliz mesmo que fosse apenas por instantes e criei memórias boas.

Conheci a amiga de uma amiga e elas as duas foram os meus maiores apoios este ano e estarei sempre agradecida por isso e por terem-no feito sem eu precisar de dizer nada. Simplesmente apareceram e apoiaram.
Também conheci uma menina aqui do blogue. Seguimos-nos há anos e anos, falávamos esporadicamente mas no inicio do ano recomeçámos a falar diariamente, e ela foi também outro apoio enorme este ano.

Ganhei duas pessoas este ano que espero levar comigo o resto da vida.

Achava que era difícil as pessoas gostarem de mim mas tenho-me visto a aperceber que talvez não seja bem assim, que a ideia que criei sobre mim própria não é propriamente real e isso é muito importante e também levo comigo para o resto da vida.

 O que levas para 2023?

Levo todas as lições que aprendi este ano. Levo as lições que ainda estou a absorver. Levo um bocado mais de amor próprio. Levo pessoas.


A precisar de fugir daqui

 

Acho que tenho uma forma meio disfuncional de lidar com a dor e tristeza em algumas situações. Não estou numa boa fase e estou a ter mentalizar-me que vou demorar a recuperar e que não faz mal.

Só que a minha forma de lidar com as coisas é complicada e é ao mesmo tempo uma forma de me proteger. Nas primeiras semanas eu não estava bem mas fingia muito bem. Falava, ria-me normalmente, quando acabava o trabalho ia para a sala e estava com a minha mãe até a hora de ir dormir. 

Depois isso começou a ser um esforço que fazia, sair do quarto, conversar tentando evitar certas perguntas, e quando começo a chorar a rir com piadas parvas sei que estou a ficar emocionalmente frágil. São as lágrimas que não choro a sair assim que me começo a rir.

Porque eu tenho evitado chorar e a verdade é que devemos chorar, devemos deitar cá para fora o que sentimos. Mas eu luto contra isso, e ando a fazê-lo todos os dias o que me está a deixar tão frágil que se me perguntarem no minuto errado se estou bem vou desabar. Aliás já aconteceu numa videochamada com a minha chefe. Eu que não choro a frente de ninguém chorei frente a minha chefe de há poucas semana, foi só a vergonha da minha vida. E naquele dia ainda nada tinha acontecido, mas eu sabia o que aí vinha.

Depois desse episódio tenho tentado aguentar-me melhor mas tenho um dia mau, e a seguir outro bom dentro do possível. 

Tenho dormido pouco e mal. Fico facilmente de lágrimas no olhos e por vezes caem umas quantas lágrimas enquanto respondo a um simples e-mail do trabalho porque a minha mente está a vaguear por outros assuntos. Só me apetece estar deitada a ver Netflix. Há dias que como normalmente, noutros fico cheia com uma refeição pequena. 

Acho que quanto mais real isto se torna vou ficando pior. E em breve tenho uns dias fora daqui combinado com uma amiga, porque ela queria muito e eu quero que ela continue bem e animada e agora só penso o esforço que vou ter de fazer para estar animada.

Mas a verdade é que sempre fiz isto. Se estou mal ou triste toda eu viro atriz. Mantenho a minha personalidade mas aumento tudo. Finjo estar muito animada, rio-me como se as coisas tivessem 10 vezes mais graça do que realmente tem, tento fazer piadas, falo de tudo menos de mim. Quem me vire acha que estou mais feliz que nunca mas nessas alturas é quando estou mais triste.

A verdade é que nem todos expomos a nossa infelicidade e as nossas fragilidades. Nem ninguém sabe que é assim que lido com o que me afeta. E depois sou vista como aquela que nada afeta, está sempre bem, que é fria, que não gosta das pessoas. 

Noite

 

O tempo passa, as rotinas mudam mas a noite será sempre a minha melhor companhia.

Durante muito tempo acordei às 06h da manhã e deitava-me às 22h mais coisa menos coisa e adorava. Mas há alturas em que ser a única acordada em casa de madrugada me acalma, me dá a sensação de estar sozinha mesmo que na divisão ao lado esteja alguém a dormir.

Gosto de pôr os meus fones e andar pela casa a ouvir música e fazer o que quer que seja. Fico eu, os meus pensamentos e a minha música. Principalmente quando estou menos bem. Sinto que posso andar por casa triste ou a cantar e dançar porque 'lá fora' o mundo dorme.

São provavelmente os momentos que mais paz me trazem.

Organizando fotografias

 

Gosto de ter as minhas fotos organizadas, seja no computador seja no telemóvel. No computador estão organizadas por ano, por mês, por dias e por temas. Mas a preguiça de as arrumar foi grande então estavam em várias pastas soltas e assim estiveram até ao confinamento, o primeiro diga-se. E que trabalheira deu, foi tão grande que ainda não terminei.

Já está tudo por pastas mas agora falta-me rever as pastas especialmente as que têm mais fotos para ver quais as repetidas, as desfocadas e as desnecessárias. Algumas já foram mas quem quer rever as pastas das férias com cento e tal fotos sem ser para recordar? Eu não queria muito. 

E no telemóvel estão por pastas com o dia e que me facilita a vida quando passo tudo para o computador. Quando descobri que dava para fazer isto ganhei o dia!

Há uns anos o meu namorado deu-me um disco externo e foi a minha salvação quando o meu computador morreu de repente enquanto escrevia a minha tese de mestrado. Sinto que imensa gente passa por isto quando está a fazer a tese de tanta vez que li isto, talvez os computadores detestem ainda mais que nós escrever a tese ahah. E desde que tenho o disco que as fotos são gravadas nos dois sítios, só para prevenir e claro ainda tenho as fotos do telemóvel a gravar no Google Fotos.

O que não tenho mas quero muito fazer é álbuns. Uns com fotos anuais de vários momentos e outros de férias por exemplo. É tão bom ver as fotos e recordar. A minha mãe tem imensas mas agora na era tecnológica quase não temos fotos em papel e ver no computador não é a mesma coisa.


E vocês como são a arrumar as fotografias? Doidas como eu ou fica tudo ao molho?

As redes sociais e quem seguimos por lá

Já todas ouvimos aquele conselho sobre seguirmos contas ou pessoas nas redes sociais com conteúdo bom para nós certo? Contas que mostram a vida real e não as vidas perfeitas que muitas influenciadoras mostram e que fazem com que as pessoas comparem as suas vidas com o que vêm e depois se sintam menos bem com a vida que têm. Como diz o ditado a galinha do vizinho é sempre mais gorda do que a nossa.

Não tenho o hábito de seguir pessoas consideradas influenciadoras, porque muitas vezes não é conteúdo que me agrade embora tenha algumas exceções. Mas não é de influenciadoras que venho falar.

Venho falar das contas com frases e citações. 

Na altura do confinamento para além de devorar séries usava muito o instagram até porque é a rede social que mais gosto. E uma vez que adoro frases e citações decidi seguir várias contas de frases de vários tipos mas essencialmente frases sobre a vida, sobre todo o tipo de relações e motivacionais. 

Ao fim de algum tempo, e provavelmente por estar em casa há meses e sem nada para me ocupar o tempo, ler frases inúmeras vezes por dia, fez-me comparar as minhas experiências com o que lia e dei por mim a achar que aquelas frases faziam imenso sentido. Comparar amizades, relações familiares e amorosas com o que lia como se todas as pessoas da minha vida tivessem de ter aqueles comportamentos caso contrário não eram relações com sentimentos verdadeiros. Se os amigos não fazem isto ou aquilo é porque não é amizade verdadeira, se o namorado tem ou não aqueles comportamentos não gosta de nós, a família a mesma coisa.

Foi uma situação realmente estranha, sem dúvida fruto do isolamento e muito tempo de scroll nas redes sociais. O facto de algumas coisas serem verdade e às vezes servirem como um alerta, grande parte são apenas exagero e em mentes em momentos mais frágeis ou desocupadas como era o meu caso pode ser a receita para situações desnecessárias.

É uma situação parva eu acho mas é o exemplo de como por vezes coisas que nem damos conta entram na nossa mente e podem causar danos sem darmos conta. Não sei qual seria o efeito em mim se eu tivesse depressão ou outra situação psicológica. Ou se em vez de contas, que deixei de seguir em segundos depois de me ter apercebido, fosse uma pessoa próxima. Aquelas pessoas que intencionalmente ou não vão dizendo assim umas coisas para o ar e por vezes bem tóxicas e que nem damos conta de que nos condicionam ou desmotivam. Às vezes até as pessoas mais bem intencionadas conseguem causar mais mal que bem.

▲ Um longo desabafo


Este ano começou mal, desde do dia 1 de Janeiro que têm sido um mau ano para mim. E eu fui daquelas que achava que 2020 ia ser o seu ano.
A meio do mês de Janeiro as coisas pioraram. E até agora têm sido dois dias bons, vários maus. Depois veio a quarentena ou isolamento como quiserem chamar. Eu estou bem em casa, estou mais que habituada a estar sozinha e em casa. Sempre fui assim e passei muitas e muitas férias de verão assim, afinal os meus pais trabalhavam mas eu estava de férias e desde dos 10 que ficou sozinha em casa. Não sei se terei emprego muito mais tempo, embora não tenha sido informada de nada nesse aspeto quanto mais tempo passa mais receio tenho.

Mas no meio disto, as duas últimas semanas têm sido as mais complicadas, demasiado complicadas e já tive momentos em que me perguntei até que ponto a minha saúde mental estará saudável.

Nos últimos dias não tenho conseguido dormir como deve ser. No sábado só consegui adormecer depois das 06h30 da manhã e acordei antes das 10h30 tão desperta que parecia ter dormido doze horas. Não tive sono o dia todo, adormeci 5 minutos por volta da meia noite e perdi o sono todo. Não tenho dormido mais do 5/6 horas e nunca me sinto descansada quando acordo.
A minha mente não pára. Não pára e eu também não falo com ninguém. Já tentei, não consegui ser ouvida ou entendida.

E no meio da confusão que segue aqui dentro perguntei-me quem sentiria realmente a minha falta caso eu não tivesse cá. A resposta é óbvia, a minha mãe. E talvez o meu irmão.

▲ Planos para a quarentena


Na verdade estou em teletrabalho mas tenho mesmo muito pouco para fazer e vai-me ocupar muito pouco tempo do meu dia.
E como tenho momentos em que o meu cérebro imagina os piores cenários possíveis nesta altura que vivemos nada como tentar manter-me ocupada o máximo de tempo possível.

Como tal fiz uma lista de coisas que quero tentar fazer na quarentena:

  • Terminar de arrumar as fotografias no pc e transferir para o disco externo
  • Ler o máximo possível
  • Voltar ao blogue
  • Treinar em casa
  • Fazer uma limpeza profunda ao quarto
  • Arrumar a roupa de inverno pela de verão
  • Melhorar o instagram do blogue
  • Ver filmes e séries
  • Não perder o foco na boa alimentação
  • Experimentar algumas coisas na cozinha

Deixem por aí alguns dos vossos planos ou sugestões para a quarentena!

▲ Covid 19


Uma pessoa vê séries e filmes sobre vírus e contágios que terminam com a população mundial mas nunca pensei que vivesse uma situação similar. Acho que nunca ninguém pensou.
Quando se começou a ouvir falar do vírus não liguei muito, não sabíamos a gravidade nem a facilidade com que se ia espalhar. Mas quando percebi que era grave e tinha aparecido numa altura em que muita gente viajou para a China ou da China para o mundo por causa das férias do ano novo chinês percebi que ia dar asneira mas com a esperança que cá não chegasse em força.

No início desta semana comecei a ficar verdadeiramente preocupada e tenho dias/momentos em que me sinto muito ansiosa e preocupada. Não me considero ansiosa mas a verdade é que tenho estado, especialmente desde quinta, dia 12, quando durante a manhã o meu chefe decidiu que íamos passar para teletrabalho. Inicialmente seria uma semana e embora ainda não tenha dito nada sei que provavelmente não fico em casa menos de duas semanas.

Há quem diga que não devemos entrar em pânico mas cada vez discordo mais porque vejo as pessoas sem terem noção do perigo a que todos estamos expostos, com alguns cuidados mas a acharem que podem ir passear para sítios vazios ou quase vazios. Se todos pensarem assim não haverá espaços vazios. As nossas casas são o sítio mais seguro onde podemos estar e quem é que pode garantir que tem um sistema imunitário resistente? Eu acho que tenho mas sei lá se tenho mesmo.

E quem é que não tem alguém perto de si que seja um grupo de risco? Eu tenho o meu irmão que é fumador, a minha mãe talvez também seja por outro motivos. Tenho também os pais do meu namorado que são sem dúvida duas pessoas de risco muito elevado por serem fumadores e especialmente terem outros problemas de saúde.

O meu namorado como polícia anda na rua, tem colegas infetados (embora não trabalhem com ele) mas eles contactam todos uns com os outros e até há uma semana havia muito pouco cuidado e distância entre as pessoas.
Eu estou em teletrabalho mas cá em casa sou a única, sem ser decretada quarentena obrigatória o resto vai trabalhar. Eu própria só estou a trabalhar em casa porque de um dia para o outro ficámos sem trabalho para fazer no escritório, tudo foi adiado duas semanas de forma inicial mas será mais tempo pela forma como as coisas estão a piorar, e simplesmente não vale a pena irmos para o escritório.
E sem quarentena obrigatória, aeroportos e fronteiras fechadas assim como centros comerciais vai ser dificil conter isto. Devia estar tudo em casa. Percebo e imagino o impacto que isso terá no país em termos financeiros mas é a nossa vida em risco. Com todos em casa os que são obrigados a trabalhar ficam mais protegidos, os número de infetados diminui, o vírus desaparece ou será casos pontuais e mais rápido voltamos ao normal. Provavelmente aqui estou a ser demasiado optimista mas preciso disso.

Há países que não levam isto a sério e mesmo que cá desapareça há-de aparecer um turista de certos países que acham que isto é imaginação e infetará novamente alguém. Esperemos que nessa altura haja vacina para isto.

O lado positivo que acho que vai sair disto é que com o investimento que vão ser obrigados a fazer no SNS é que talvez daqui a um ano tenhamos um sns em melhores condições. E talvez percebam que quando as coisas correm mal são os mal tratados que lá estão à frente, enfermeiros, polícias, médicos, bombeiros entre outros profissionais que nem sempre temos conhecimento.


Que corra tudo bem para nós todos ♥ 🤞

▲ Ele foi às compras...



Há um ano fui com o meu namorado ver motas porque ele queria uma. A primeira que vimos ele apaixonou-se e pelo olhar dele eu percebi logo que ele a ia comprar. Como eu não tinha muito com que me preocupar com ele, ele achou por bem arranjar algo para me dar cabelos brancos (que já começaram a nascer!).
Poucos meses depois comprei o meu capacete e casaco para poder andar com ele. Para mim não foi novidade porque o meu pai e o meu irmão já tiveram motas e andei várias vezes com eles quando era mais pequena mas era novidade para o meu namorado e as primeiras voltas não foram fáceis para mim por causa dos nervos, a falta de hábito a andar de mota e também em parte pela pouca experiência do meu namorado.
Entretanto já trocou de mota, para uma mais de turismo que é bem mais confortável e que nos permitirá fazer viagens longas quando assim o quisermos e pudermos.

Hoje em dia até fico com saudades de andar de mota durante a semana e quem já andou e gosta percebe-me de certeza.
E agora passeamos muito mais porque sai mais barato, chegamos mais rápido porque não ficamos presos no trânsito, não há problema com lugares seja ao chegar a casa ou onde vamos e às vezes saímos mesmo só para andar de mota, nem paramos em lado nenhum.

▲ Adeus 2018



O ano está a terminar e desta vez decidi fazer com muitas de vocês e fazer um balanço do que foi 2018.
Começou bem, com a defesa da minha tese e pouco tempo depois consegui arranjar emprego na minha área e até tive sorte com os colegas e chefe que me "calharam".
Algumas coisas mudaram quando comecei a trabalhar, nas rotinas, nas prioridades e até nas pessoas com quem convivo mais uma vez que o tempo é escasso e não só.
O verão foi diferente de todos os outros e as férias também mas foram boas com muitos passeios de mota.
Desde de inicio de Outubro as coisas não têm corrido muito bem em termos familiares mas com o tempo vem a recuperação. E os problemas mais recentes irão ser resolvidos em 2019. O importante é estarmos lá para quem precisa de nós e não desistir.

Para 2019 tenho alguns desejos. Para mim quero conseguir encontrar um emprego que me possibilite sair de casa e ter o meu espaço. Também quero ganhar vontade de tirar a carta de condução porque está difícil querer fazê-lo.
Quero que o meu namorado consiga realizar o desejo profissional que tem já há uns anos e que ele merece e vai conseguir. Quero que o meu irmão e a minha mãe estejam bem, felizes. Quero que os meus 'cunhados' dêem a volta e que em breve nos dêem uma notícia fantástica.

E para vocês, espero que consigam tudo o que desejam e que sejam muito felizes! Vemos-nos em 2019 ♥

▲ Desabafos de meia-noite


Tenho fases menos boas na minha relação. Não entre nós mas sobre mim e o lugar que ocupo na vida dele.
Nessas fases sinto que não sou a pessoa certa para ele, que ele precisa de outro tipo de pessoa. Sei lá, alguém com melhor feitio, melhor personalidade, que se encaixe melhor na família dele e na vida dele. Não uso a palavra melhor num tom depreciativo de mim mas sei que há melhores feitios e personalidades que a minha.
Estes sentimentos levam-me a pensar se queremos as mesmas coisas na vida, se as queremos na mesma altura ou com a mesma vontade.
Sei que a bagagem emocional que trago de muitas situações pelas quais passei acabam por ter peso na minha relação por mais que eu tente evitar, e nessas alturas sinto que existe alguma falta de compreensão ou de apoio por parte dele, por norma ele fica em silêncio que eu interpreto como falta de paciência.
E noutras alturas a falta de demonstração do que sente por parte dele acaba por me fazer afastar um bocado. Não altera o que sinto por ele mas enche-me de dúvidas e acabo por ficar sossegada no meu canto e eu também não demonstro o que sinto.
Sei o que ele me vai responder se eu falar com ele por isso é que não falo. Não quero ouvir as palavras de sempre. E eu não preciso de palavras, preciso de ações que comprovem essas palavras.


Provavelmente ficou confuso mas estou numa destas fases e o caos reina na minha mente.

▲ Mais uma moeda, mais uma voltinha



Alô alô!
Tenho andado demasiado desaparecida mas não há tempo para tudo e o blogue será sempre o que fica para trás, já sabem como é.
Desde da última publicação algumas coisas aconteceram, umas boas outras não tão boas...

Vamos lá começar a partilhar coisas.

O meu namorado teve um pequeno acidente em serviço e esteve de baixa durante o verão. Felizmente não foi nada de grave mas aconteceu logo quando fui passar uns fim de semana com amigas e fiquei a sentir-me muito mal. Mas já está bom e isso é que interessa.

Praticamente não fui à praia este ano. Fui três ou quatro vezes com a minha mãe e apanhamos excelentes dias e depois umas duas vezes com o meu namorado nas férias em Setembro. Ele não gosta muito de praia, as férias calharam mal e pronto, foi um verão fraco em praia. Fez-me falta ir ao Algarve com o meu pai, tinha tirado a barriga de misérias, como se costuma dizer, no que toca a praia.
Mas as férias com o namorado foram boas, dormimos, namoramos e andámos imenso de mota tanto que chegámos ao último dia de férias e ficámos no sofá a tentar descansar. Voltei ao trabalho a precisar de férias das férias mas foi giro.

Com a chegada do Outono chegou o meu aniversário, em Outubro, já cá cantam 26! Cada vez sinto mais que não estou onde queria estar com esta idade nem fiz nada do que queria fazer mas cada um tem o seu ritmo e os seus timings não é verdade? Pelo menos é o que digo para mim quando começo a pensar demasiado...


Espero que por aí esteja tudo bem, partilhem coisas e vamos lá ver se agora volto com mais regularidade mas não posso prometer nada.

▲ A minha vida é isso mesmo, minha


Estou numa fase em que não quero que ninguém saiba da minha vida, só sabem o que eu escolho partilhar e por vezes só sabem porque não dá para esconder como acontece com quem mora cá em casa. Só o meu namorado sabe de tudo.
O exemplo disto é o ginásio, cá em casa todos sabem e no trabalho porque levo a mala e no inicio cheguei a ir treinar algumas vezes à hora de almoço.
Não partilhei com ninguém porque não quero que me façam perguntas, não quero que esperem resultados ou me perguntem por eles.
Outra situação foi a marcação de um fim de semana fora de Lisboa para mim e o meu namorado. Andei no Google, cheguei a perguntar umas dicas e sugestões à Cátia (que foi uma querida!!) e evitei perguntar a um familiar do meu namorado que é agente de viagens. Evitei mas sem sucesso. E o que aconteceu foi que depois de ele ter pedido hotéis e valores toda a gente passou a saber que íamos de fim de semana.
Não tem mal mas prefiro que saibam quando e se eu quiser que saibam e não porque alguém decide por si falar dos outros.

▲ Carta de Condução


Eu ainda não tenho carta de condução, tirei antes porque nunca quis que os meus pais me pagassem a carta. E agora que ando à procura de emprego é o meu grande objetivo para este ano mas confesso que não me apetece nada, adoro andar de carro mas acho que conduzir não vai ser algo que vou gostar. Quero tirar a carta porque dá sempre jeito e há empregos que exigem mesmo que tenhamos carta, ou seja é só mesmo por necessidade e não por ser algo que desejo.

Sei que há por aí muitas meninas que já conduzem, por isso digam-me sempre quiseram tirar a carta ou foi por necessidade? Gostam de conduzir ou é só quando tem de ser?

▲ 16 perguntas


Isto anda meio parado então decidi trazer umas quantas perguntas que encontrei no Tumblr mas em vez de pedirem para escolherem números para eu responder, decidi responder a todas!
Para quem tiver com paciência é só clicar em Ler Mais

▲ Desabafos


Apesar de ter tempo de sobra não tenho andado por cá. Ando à procura de emprego e só fui chamada para uma entrevista e nem fui escolhida para o lugar. Para juntar à frustração de não ter emprego e por isso ter a vida parada porque não há dinheiro para fazer nada, pessoalmente o ano não tem corrido bem. São as pessoas a ter atitudes diferentes, a magoarem-me com coisas simples porque já estou frágil, é ver que me deram certas esperanças e sonhos para depois darem cabo deles e nem notarem que me magoaram. Como consequência o meu comportamento mudou, as prioridades são outras e depois claro vem dizer que eu estou diferente. Depois de magoada que pessoa é que não muda não é?

Vou tentar estar mais ativa por aqui embora não tenha muitas ideias. Se quiserem deixar-me sugestões para publicações eu agradecia!

▲ Desabafo


Entreguei o meu relatório de estágio acerca de um mês e desde de então que tenho enviado o meu currículo para a minha área e áreas similares mas esta semana desisti de mandar apenas para as minha área e mandei também para lojas de roupa e provavelmente vou levar uns currículos comigo quando for a centros comerciais porque simplesmente não dá para continuar em casa todos os dias.
Passo dias e dias sem sair de casa e por norma quando saio vou aos sítios do costume o que não me ajuda em nada, como não posso continuar sem ajudar nas despesas em casa. Já para não falar que cada dia que passa é mais um dia que atrasa todos os anos de sair de casa.
Honestamente achei que seria mais fácil porque sou elegível para estágio profissional do IEFP mas nem assim me ligaram para uma entrevista.

Enfim, foi apenas um desabafo de quem passa os dias sozinha e a matutar nisto tudo.